A Câmara Municipal de Odivelas presta homenagem a Vítor Fortes com um programa que enaltece uma das figuras relevantes da arte portuguesa do final do século XX, cuja vida ficou marcada pelo contraste entre o sucesso internacional e o isolamento voluntário e enigmático.
Programa:
- 18h00 | Centro de Exposições de Odivelas
Colóquio – Solidão
Oradores:
D. Rui Valério, Patriarca de Lisboa – “A solidão desejada”
Arlete Alves da Silva, Diretora da Galeria 111 – “A beleza da solidão”
Ricardo Ferreira, Vice-Presidente da Comunidade Vida e Paz – “A solidão não desejada”
Moderadora: Rosa Pedroso Lima, jornalista
- 19h00 | Centro de Exposições de Odivelas
Inauguração da Exposição “Vítor Fortes, o Pintor da Solidão”
Apontamento musical pelo Conservatório de Música D. Dinis
Vítor Fortes (1943–2024) foi escriturário no Metro de Lisboa antes de se tornar bolseiro da Fundação Gulbenkian, que lhe permitiu estudar em Londres e trabalhar em Paris. Expôs os seus trabalhos individualmente em Portugal e participou em exposições coletivas por todo o mundo, incluindo cidades como Nova Iorque, Tóquio, Paris e Londres. No início dos anos 80, no auge do reconhecimento, o artista decidiu “desaparecer”, afastando-se dos amigos, galeristas e pares.
Viveu as últimas quatro décadas de forma anónima e solitária na Póvoa de Santo Adrião. Com base nos registos da Galeria 111 e no espólio à guarda da Cáritas (a quem deixou o seu legado artístico), os últimos trabalhos do pintor, produzidos antes e durante o seu longo período de isolamento, são descritos como uma extensão física e visual do seu estado de espírito: a solidão.
O conjunto de trabalhos deixado à Cáritas Diocesana de Lisboa pelo artista é considerado um capítulo em falta na arte contemporânea portuguesa. Ao aceitar este património após a sua morte, a Cáritas assumiu a missão de não gerir apenas os bens, mas de “resgatar” a história de solidão do artista, sensibilizando o público para a temática do isolamento que afeta milhares de pessoas nos centros urbanos.
Das obras em exposição no CEO, patentes ao público até 8 de novembro, farão parte as coleções Solidão, Miragem e Vulneráveis, e ainda um conjunto de aguarelas.
Parceiros:
- Cáritas Diocesana de Lisboa
- Metropolitano de Lisboa
Contacto: Centro de Exposições de Odivelas

