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MOBILIDADE: O INGREDIENTE SECRETO PARA TREINAR MELHOR E EVITAR LESÕES

MOBILIDADE: O INGREDIENTE SECRETO PARA TREINAR MELHOR E EVITAR LESÕES

Descubra como a mobilidade pode melhorar o seu desempenho nos treinos e prevenir lesões de forma eficaz.

A mobilidade articular é frequentemente negligenciada por praticantes de atividade física e até por alguns profissionais. No entanto, ela é um dos pilares para um treino seguro, eficiente e com longevidade. Mobilidade, diferente de flexibilidade, é a capacidade de uma articulação mover-se ativamente por toda sua amplitude de movimento, com controle e estabilidade. Sem mobilidade adequada, o corpo compensa de maneira incorreta, gerando sobrecargas e, consequentemente, lesões.

Por que a mobilidade é tão importante no treino?

Durante movimentos funcionais como agachamentos, avanços, empurrar e puxar, o corpo depende de articulações móveis (quadril, ombro, tornozelos) trabalhando em harmonia com articulações estáveis (joelhos, coluna lombar). Se uma articulação móvel não cumpre o seu papel, outra acaba compensando – geralmente uma articulação que deveria ser estável – gera padrões de movimento ineficazes e aumenta o risco de lesão.

Exemplo clássico: tornozelos com pouca mobilidade limitam a profundidade do agachamento, forçando uma flexão excessiva da coluna lombar para manter o equilíbrio.

 

Fig 1. Demonstra o ângulo ideal entre o tornozelo, joelho e quadril. Repare como o joelho avança sobre o pé — a dorsiflexão do tornozelo é fundamental para permitir essa postura sem que o tronco se incline demais para frente.

mobilidade | lesões | holmes place

 

Fig 2. Mostra claramente o efeito da falta de mobilidade: com o tornozelo rígido, o corpo compensa inclinando o tronco e arqueando a lombar para manter o equilíbrio.

 

Fig 3. Destaca a postura com os braços para a frente, frequentemente usada em avaliação de mobilidade. Uma dorsiflexão limitada obriga a coluna a se curvar para manter o centro de massa estável, característica de lombar excessivamente flexionada.

 

Fig 4. Cenarização de um teste funcional de mobilidade de tornozelo em agachamento, demonstrando como a rigidez limita a profundidade percebida.

mobilidade | lesões | holmes place

Mobilidade x Flexibilidade

Embora relacionadas, são capacidades diferentes. A flexibilidade refere-se à capacidade passiva de um músculo ser alongado. Já a mobilidade é ativa – envolve controle neuromuscular. Um praticante pode ser flexível, mas ter baixa mobilidade se não houver controle motor suficiente para movimentar-se com eficiência nas amplitudes disponíveis.

Benefícios da mobilidade bem trabalhada

Melhor desempenho: movimentos mais amplos e controlados geram maior recrutamento muscular.

Prevenção de lesões: reduz compensações articulares e sobrecargas.

Eficiência técnica: melhora a execução de exercícios complexos como o agachamento, o levantamento terra e os movimentos olímpicos.

Maior longevidade articular: menos desgaste e sobrecarga nos tecidos moles.

Como avaliar e desenvolver mobilidade

Avaliações simples como o Dorsiflexion, Overhead Squat Test, o Wall Ankle Test, e movimentos de mobilidade dinâmica já fornecem dados úteis. A partir disso, a prescrição deve considerar:

Exercícios de mobilidade ativa (ex: CARS – Controlled Articular Rotations);

Liberação miofascial com rolos e bolas;

Fortalecimento em amplitudes finais, Integração com movimentos funcionais e específicos do desporto ou modalidade.

Conclusão

Incluir o treino de mobilidade na sua rotina é tão essencial quanto trabalhar força ou resistência. Para profissionais do exercício, é uma ferramenta preventiva e corretiva poderosa. Para praticantes, é o segredo para treinar com mais qualidade, sem dor e com resultados mais duradouros.

Lembre-se: mobilidade não é luxo, é base. Treinar com mobilidade é treinar com inteligência, procure sempre um profissional da área para sua segurança.

Fernanda Ramos

Personal Trainer Holmes Place Miraflores

Via Lifestyle.pt

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REEDUCAÇÃO ALIMENTAR: MITO OU REALIDADE?

REEDUCAÇÃO ALIMENTAR: MITO OU REALIDADE?

Esclareça se a reeducação alimentar é apenas um mito ou uma estratégia real e eficaz para uma vida mais saudável.

Nos últimos anos, a expressão “reeducação alimentar” tem aparecido em blogs, redes sociais e entre conversas com amigos e familiares. Para alguns, é a chave para transformar a relação com a comida, para outros, não passa de um chavão para evitar a palavra “dieta”. Mas, afinal, estamos a falar de um mito ou de uma realidade concreta e eficaz?

O que é, afinal, a reeducação alimentar?

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Ao contrário de dietas restritivas e temporárias, a reeducação alimentar é um processo gradual e individualizado que procura ensinar a escolher, preparar e consumir alimentos de forma equilibrada e sustentável. Não é um “plano milagroso” — é a construção de novos hábitos que permanecem para a vida.

O que não é reeducação alimentar

• Não é eliminar grupos alimentares sem necessidade clínica ou evidência científica.

• Não é comer apenas “frango, batata-doce e brócolos” todos os dias.

• Não é um modelo único que serve para toda a gente.

Por que funciona (quando bem aplicada)

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A evidência científica mostra que mudanças comportamentais consistentes têm mais impacto a longo prazo na saúde e no peso corporal do que dietas extremas. Alguns benefícios incluem:

• Melhor controlo da fome e da saciedade.

• Prevenção de défices nutricionais.

• Redução gradual e sustentável do peso corporal (quando necessário).

• Menor efeito “yo-yo” comparado com dietas restritivas.

Estudos indicam que mudanças alimentares graduais e consistentes têm maior impacto a longo prazo do que dietas restritivas.

Os mitos mais comuns

1. “Reeducação alimentar é só mais uma dieta disfarçada” — Não, o objetivo não é restringir, mas ensinar a escolher.

2. “Demora demasiado tempo” — É verdade que não há resultados imediatos como numa dieta radical, mas os resultados tendem a manter-se.

3. “Só serve para quem quer perder peso” — Também é útil para melhorar o rendimento desportivo, a digestão, o sono e a saúde em geral.

Aplicar na prática

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A reeducação alimentar deve incluir:

• Organizar as refeições de forma a evitar longos períodos de jejum ou exageros alimentares.

• Incluir diariamente uma variedade de frutas, legumes, proteínas magras, hidratos de carbono complexos e gorduras saudáveis.

• Ajustar porções e qualidade conforme o nível de atividade, horários e necessidades pessoais.

• Criar estratégias para lidar com ocasiões sociais, viagens e refeições fora de casa, sem culpa e com moderação.

• Manter uma hidratação adequada ao longo do dia.

Conclusão

A reeducação alimentar é uma realidade, mas só funciona quando é personalizada, progressiva e acompanhada por um profissional. Não é uma “moda”, é uma ferramenta de saúde a longo prazo. Os resultados surgem com consistência e dedicação – não com soluções rápidas.

Inês Gonzalez

Nutricionista Holmes Place Gaia

Referências bibliográficas

1. Harvard T.H. Chan School of Public Health. The Nutrition Source: Healthy Eating Plate & Healthy Eating Pyramid. 2021. Disponível em: https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource

2. World Health Organization. Healthy Diet. 2020. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/healthy-diet

3. Hall, K.D. & Kahan, S. Maintenance of Lost Weight and Long-Term Management of Obesity. Medical Clinics of North America, 102(1), 183–197, 2018.

Via Lifestyle.pt | Holmes Place

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Bolsas de Estudo

Bolsas de Estudo

A Câmara Municipal informa que as candidaturas para atribuição de bolsas de estudo a alunos do ensino superior residentes no concelho decorrem entre 6 e 31 de outubro.

Este apoio destina-se a estudantes que ingressem ou frequentem estabelecimentos universitários em território nacional, para obtenção de grau académico de licenciatura ou licenciatura com mestrado integrado.

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Competição feminina da Elite Cup disputou-se no Pavilhão Multiusos

Competição feminina da Elite Cup disputou-se no Pavilhão Multiusos

Torneio de hóquei em patins realizou-se a 4 e 5 de outubro.

A competição feminina da Elite Cup regressou ao Pavilhão Multiusos de Odivelas nos dias 4 e 5 de outubro.

O torneio de hóquei em patins contou com a participação das equipas da AD Sanjoanense, APAC Tojal, Escola Livre Az e SL Benfica, tendo a equipa encarnada vencido a formação de São João da Madeira no jogo da final.

Via CMO

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